Tem borra no meu vinho!!

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Muitas pessoas nos perguntam a respeito da borra, aquele resíduo encontrado em alguns vinhos tintos. Vamos esclarecer aqui o que é e acalmar as almas afoitas de que não há nenhum motivo para preocupação!

A borra, resíduo, sedimento ou poeira, é resultado da polimerarização de substâncias encontradas no vinho. Isso significa que micro partículas se juntam, colam e formam uma partícula maior, mais pesada, que tende a afundar. Assim como quando um suco fica parado por algum tempo, o líquido separa do sólido e percebemos duas consistências diferentes no copo.

Pense que não se espera nenhum resíduo sólido de um produto destilado, por exemplo, que tem seu álcool formado a partir de evaporação. Aqui falamos de um fruta (deliciosa) que virou um líquido (maravilhoso, diga-se de passagem).

Parte do processo de fabricação do vinho é sua filtragem, no final da fermentação e antes do engarrafamento. Alguns vinhos com tendências mais “naturebas”, não são filtrados; o que aumenta a incidência de borras.

A uva possui corantes naturais, contidos na casca. Esses corantes polimerizam e podem formar borra.

Vinhos de guarda normalmente possuem borra. Pense que as garrafas ficaram por anos deitadinhas, descansando.

Então, por mais que não represente nenhum tipo de problema ou falta de qualidade, sabemos que a última taça da garrafa pode trazer essa “sujeirinha” que não é tão agradável de tomar.

Para evitar que isso aconteça, sugerimos utilizar o decanter em garrafas com mais de 7 anos de idade e deixar os últimos mililitros para trás.

Ao servir, evite chacoalhar muito a garrafa para que esses sedimentos fiquem no fundo!

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